BOCA 
A boca indecifrável sorrindo erótica e infantil, quase dúbia, na fotografia em preto e branco, eternizando a mulher-menina que brinca e brilha sem precisar ofuscar os olhos. Do tempo sem trégua, entrega, distâncias geográficas e meras cronologias. Atemporais são só as sensações, sibilando sussurros nos pulmões da tarde. Um momento e eu pensamento, dentro e fora de você, curioso, hei de descobrir um quê de gozo, no vai e vem das palavras. © Fábio Reoli
Escrito por F. Reoli às 16h49
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