Estação Antarctica sub-zero, um salve pro Alê e um monitor avariado!
Só sei que sai do trampo às sete e meia da noite debaixo de sol e de um calor de 30 graus na carcaça e, de repente, tava dentro de um iglu, com uma gostosa me servindo um copo feito de gelo cheio de cerveja, numa temperatura de menos 2 graus. Parece até sonho de bêbado, mas nem foi. É que ontem, a pedido da assessoria de imprensa da Antarctica, fui intimado a conhecer o boteco temporário que faz parte do lançamento da nova cerveja sub-zero da marca, na Vila Madalena. Eu nem tava no barato de ir, essas estreias para convidados geralmente são sempre muito cheias de gente metida pra caralho, puta muvuca, fotógrafo te derrubando pra fotografar algum global ou algum BBB de merda, além do que nunca fui muito fã da Antarctica, apesar que no tempo em que a mesma era chamada de "faixa azul", era até boazinha e tomei muitas por aí. Mas na hora da sede e estando gelada, bebo todas e sou verdão. Tirando o que disse aí em cima, os malucos que ficavam cantando aquela porra de pagode no palcoe a fila do caralho pra conseguir dar uma mijada, posso até dizer que nem foi tanto sacrifício. Até curti quando no meio da noite uma puta morena colocou um balde cheio de breja na minha mesa no canto do bar. Aí foi só colocar o fone do MP3 no ouvido, com um blues de Sonny Boy Willianson, pra fazer valer a ressaca de hoje.
E aquele abraço pro meu brodaço Alê que faz aniversário hoje. Prepara o que sobrou do fígado que tem promessa de bebemoragem em grande estilo na noite deste sexta, que tá demorando pra caralho pra chegar, mas chega...
E tô sentindo falta de colar pra ler os posts dos meus brothers Marião, Bandido, Ara, Altavolt, uma porrada de blogs que curto ler, é que a porra do meu monitor em casa pifou e não tô achando tempo de levar numa assistência técnica. E durante o dia aqui na redação tá foda, mas amanhã se eu conseguir acordar antes das seis da tarde vou mandar arrumar aquela merda.
Hoje vou colar pra assistir ao show da performer burlesca Dita Von Teese, ex do polêmico, roqueiro e putanheiro Marilyn Manson. Performer burlesca pra mim nada mais é do que uma gostosa que tira a roupa ao som de tambores. Mas foi curioso, já tinha visto a mina algumas vezes nas páginas da Playboy e em revistas do gênero, mas na última sexta-feira fui acompanhar uma repórter aqui da redação pra fazer uma entrevista com ela. A Dita sempre tinha me falado ao pau, mas confesso que conhece-la de perto e ganhar o convite para a apresentação de hoje das mãos dela, foi uma experiência ainda mais interessante. Ela é o tipo da mulher classuda mas ao mesmo tempo com aquele cheiro das saunas da Rua Augusta na pele. Não dá pra olhar pra cara dela sem pensar em putaria. Algumas minas tem esse dom. Ela tem. Além de uma beleza exótica pra caralho, aquele tipo de mulher que não precisa ser tão bonita pra te deixar de pau duro. E olha que ela tava vestida até demais nesse dia. Por essas e outras, confesso que estou bem curioso pra vê-la no palco, peladinha, sem aquela porra de vestido. E o melhor: poder ver o strip dessa puta gostosa e tomar um bom whisky sem precisar pagar porra nenhuma. Nem antes, nem durante e nem depois.
"Gênesis", de Robert Crumb na Livraria POP, quinta-feira!
Tô meio longe dessa bagaça aqui e dos blogs que sempre gosto de ler, mas tá foda na redação, trabalhando por três, ganhando por um e me lembrando de respirar - e de beber -, às vezes.
Mas na quinta-feira, dia 22, vai rolar o lançamento de "Gênesis", do cartunista Robert Crumb, onde o criador de personagens marcantes da contracultura americana e dos quadrinhos underground como Mr. Natural, Fritz The Cat, Angelfood, Devil Girl, ilustra o primeiro livro da Bíblia, respeitando fielmente o texto original. A idéia surgiu baseada num sonho que teve, anos atrás.
Pra quem conhece a personalidade insatisfeita desse senhor, escrevendo histórias sobre frustrações, inconformismo, bebedeiras, putaria e cujos traços na maioria das vezes foi movido a LSD, adaptando contos do velho Bukowski e Kafka, retratar o Velho Testamento deve ter sido bem curioso.
Atualmente, desenha esporadicamente pra revista "Weirdo" e ainda toca com sua banda Cheap Suite Serenaders, clássicos do folk, blues e jazz.
Pra quem curtir o trampo do cara e tiver em Sampa, a hora é essa!
E depois de uns merecidos 10 dias de folga, voltei à correria. Tá foda, no trampo ficou tudo me esperando e assim que conseguir colocar a casa em ordem colo com mais frequencia por aqui e por aí.
Ontem descolei ingresso e fui ver aquele empate magro do Palmeiras lá no Palestra. E acabei trombando o Véio, um brother que todo mundo diz que é pé frio pra caralho. Nem sou supersticioso nem nada mas quando cheguei na arquiba e vi que ele tava por lá, fiquei cabreiro. Gente boníssima o cara, mas a coincidência é que nas três vezes que trombei com ele no estádio foram dois empates e uma derrota. E nas vezes que ele não tava, ganhamos. E ontem não foi diferente. Foda que o cara deve pensar o mesmo de mim, apesar da galera dizer que já viu o Palmeiras perder jogos fáceis com ele por lá, mesmo sem a minha presença. E apesar do resultado não ter sido tão bom em termos de tabela, foi até bom pelas circunstâncias. O time tá mesmo com sorte de campeão, se safando mesmo quando não joga bem. É aquela velha história em que a raça, as vezes, se sobressai a técnica. E vamos fazer uma vaquinha e pagar um PFC pro Véio, pra ele não precisar ir mais pro estádio, só por precaução, né? Depois, molhado até os ossos e com um frio da porra ainda fiquei bebendo com a rapaziada lá pela Turiassú. E ainda culparam o Véio pela cerveja ter chegado quente na terceira rodada, mas ele acabou se redimindo ao pagar a conta. E tava a finzaço de curtir a jam do MariãoBortolotto e tomar a saideira lá na Coletivo, em Pinheiros, mas tava todo mundo na podreira e acabou ficando pra próxima.
E hoje recebi um e-mail falando sobre o lançamento em Sampa do primeiro livro ( em formato HQ) do Velhas Virgens, comemorando os 23 anos de estrada da banda. A parada foi roteirizada pelo guitarrista Alexandre "Cavalo" Dias e ilustrada pelos gaúchos André Andrade e Deivy Costa e promete ser regada a muita cerveja, putaria e rock´n´roll. E o melhor é que na noite de autógrafos ainda vai rolar um pocket show e um bate-papo com a galera do Velhas, antes. Mas se agiliza porque as senhas serão distribuidas a partir das 15h (a lotação do auditório é para 120 pessoas) e o ingresso trocado por 1 kg de alimento não perecível. A parada toda rola às 19h30, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, na próxima quinta-feira (15).
A cachorra vadia dorme debaixo de um toldo na esquina. Uma meia duzia de filhotes magrelos farejam a chuva, como se buscassem o liquido ralo que mingua nas tetas murchas da mãe. Seguem por instantes meus passos trôpegos e correm quando a lata de cerveja vazia se choca contra a guia. Depois balançam o rabo sujo, se aproximam novamente e ganham uns tapinhas na cabeça. Comida seria melhor, mas é só o que posso oferecer no momento. A caça é o que nos move e o olhar cúmplice do menorzinho me faz sacar que eles estão ligados que é assim que é. E se seguirem seus instintos talvez vivam o suficiente pra beber uma comigo, dia desses. Um arroto soa na rua vazia e a lente bêbada se rende e registra a parte vermelha da madrugada. No MP3, Bob Johnson canta: "Nobody seemed to know me/Everybody passed me by". Acendo um cigarro e sem saber porque, me lembro daquela mina que já rolou comigo por essas calçadas e que pode estar dormindo numa cama distante, aquecida em sua falsa segurança e abraçada com sua própria indiferença. Foda-se. Ela nem desconfia que o céu só tem a mesma cor pra quem dorme cedo. Emboco a lata vazia que vim chutando na lixeira. Tem sempre outra na geladeira. E sem que eu mereça, um sorriso compreensivo me esperando atrás da porta. Uma certa melancolia envolve a quebrada, como neblina. Bonita até, como não deve ser pra quem não sabe perceber. É legal sair por aí, somando histórias. E é sempre bom voltar pra casa.
Segunda-feira bêbada. E o porra do busão que vai é o mesmo que volta! E vice-e-versa
Sensação de movimento desordenado, que desencadeia náuseas até nos culhões da alma. Eu sonhava com um opalão metálico, com grandes alto-falantes vomitando um velho blues. Garotas ao lado, de pernas abertas e cabelos de fogo contra o vento. Agora me encontro dentro desse coletivo, protótipo de inferno sobre rodas, quente e sujo como o asfalto por onde rasteja. É sempre a mesma paisagem miserável. Mãos sujas, bocas sem dentes e rabiscos sem sentido, feitos com spray pelo concreto. Diálogos mudos com a cidade em discórdia e com a decadência mórbida de quem segue o mesmo caminho. O relógio de pulso contando cada segundo para o grande "foda-se", que se aproxima cada vez mais rápido pelas páginas amarelas desse apocalípse diário. Do meu lado esquerdo e direito alguns semelhantes esboçam um olhar triste e exalam um odor errante que faz sangrar meu nariz. Sei que atrás de cada rosto suado e de cada fisionomia irônica, existe também um bando de animais cruéis, esperando só um impulso ou um instante de fraqueza pra sorver o resto da força que trago comigo. E eu a deles. No fundo, bebemos o mesmo ódio. Comemos as mesmas carnes que os cães vadios caçam. Partículas estragadas de uma célula morta. O metal pulsa. As têmporas também. Alguém tosse até engasgar. A campainha toca. A prostituta desce em sua parada. Bêbados vão se consolar nos bares, depois entre as pernas dela. Outros enveredam seu destino incerto por vielas mal cheirosas, debaixo da luz fria de mercúrio. O motor volta a gritar através do pé calejado do motorista. A caravana segue, jogando fumaça preta em sorrisos amarelos. E a gente acha que sobreviveu mais um dia, vendo tudo da janela.
Grandes bolas de fogo rolando pela sexta-feira, "Loki" no sábado e Johnny Cash, em HQ, mês que vem
E era pro meu brother Geléia ter colado comigo no show. Mas aí, a minha editora resolveu credenciar um repórter mala, que não entende porra nenhuma de rock ou de Jerry Lee pra cobrir a parada. Mas beleza. Fiz minhas fotos e fui terminar a noite bebendo em casa com a Del . E o mala - ainda bem - saiu fora no meio do show pra curtir música eletrônica em algum pico de playboy pros lados do Itaim. Tem gosto pra tudo, né?
E na última vez que "The Killer" tinha vindo pro Brasil, meu filho era um recém-nascido, eu tinha visto o Palmeiras ser campeão pela primeira vez, depois de uma fila de 18 anos e o Brasil ainda era só tri-campeão do mundo. Quanta diferença, hoje. A única coisa que não mudou foi a maneira infernal que o cara dichava o piano. Antes ainda do homem subir calmamente ao palco, tive a chance de ver e ouvir Mr. Kenny Lovelace levar na guitarra clássicos de Little Richard e Jimmy Reed. Do caralho. E o final do show com as infalíveis "Greats Balls of Fire" e "Whole Lotta Shaking Goin On", foi a deixa pra galera subir a voz e os braços pelo Credicard Hall, conforme fotografei na fila do gargarejo. E teve gente dizendo que só faltou voltar pro bis, né Jerry Lee? Mas como Jerry Lee Lewis continua sendo Jerry Lee Lewis... tá explicado.
E ontem a musa disse que assistiu "Loki", enquanto tava me esperando chegar da pauta do Jerry Lee. Eu tinha visto no cinema e é um puta documentário sobre a vida do Arnaldo Batista, d´Os Mutantes, banda que fez história na música brasileira no final dos anos sessenta. O filme se divide em duas partes. A primeira fala sobre os dois irmãos (Arnaldo e Sérgio) e da Rita Lee, que formavam a banda. Quando os caras resolveram dar fim no grupo, Arnaldo ficou depressivo pacas, foi tratado como louco, internado em sanatórios até tentar o suicídio, se jogando pela janela do hospital, onde ficou em coma. É aí que começa a segunda parte quando uma fãzaça dele, Lucinha Barbosa, se encarrega de trazer de volta ao mundo o "loki", Arnaldo Batista, por quem aliás, ela estava apaixonada. E ela conseguiu que o cara se recuperasse e mesmo com sequelas motoras e na fala, voltasse a compor e até pintar. O resultado dessa dedicação toda foi se casar com ele e poder vê-lo no palco, na volta d´Os Mutantes em 2006, na Inglaterra. E tô falando disso por aqui, porque a Del me disse também que vai ser reprisado hoje, às 18h no Canal Brasil da Net. Um bom programa, aliás, pra começar a noite de sábado.
E no blog do Bruno Bandido tem um post dizendo que tem todo o show do Johnny Cash (Folsom Prison), no youtube. E coincidentemente me lembrei que na semana recebi do Rica, por e-mail, a notícia que tá chegando ao Brasil a HQ "Cash - I See a Darkness", do quadrinista alemão Reinhard Kleist, sobre a vida do cara. Vai ser bem bacana ver em formato quadrinhos a história de bebedeiras, drogas e rock´n´roll dessa fera. O lançamento deve rolar na segunda quinzena de outubro, pela editora 8Inverso.
Uma noite bacana, um sorriso na madrugada e um sol bem estranho pela manhã
Mais uma puta noite, no bar da Luciana e do Trovão, em Pinheiros. E a sonzeira do Marião Bortolotto e seus brothers. E eu já tava feliz pacas, com um som que meu filho gravou - um solo de violão que ele compôs - que vai dar um pano de fundo bacana pra jogar uma letra ou algum poema. O moleque é foda. Sempre me surpreende com alguma coisa nova, seja escrevendo ou tocando. Querendo ou não, a gente que é pai, fica orgulhoso pra caralho. E como já disse aqui são bem legais essas noites de quinta-feira na Coletivo. E se chegar lá com bom espírito, fica ainda melhor. Tem sempre aquele pessoal bacana, umas idéias legais pra tocar com meu brother Geléia, boa bebida e som idem. É como se todos fossem nossos velhos camaradas, saca? Depois de uma semana estressante pra caralho, é bom recarregar as bateras por lá, pra esperar o fim de semana. Só pra dar uma palha, clicamos uns momentos da noite.
E é claro que por conta dessa porra de lei anti-fumo, a noite é meio dividida dentro e fora do bar. Intervalos em que uma galera lota os banheiros. Outra, as calçadas.
E encontrar um sorriso desses, tão bem humorado às quatro da madrugada - mesmo depois de ser acordada por um bêbado inconveniente - faz valer ainda mais a noite!
Ela até enche um pouco o saco com esse meu instinto boêmio, nas vezes que não me acompanha por medo da ressaca, mas o legal é que compreende que todos temos a necessidade de sair pra falar merda e beber uma com os amigos de vez em quando. Ela é mesmo uma pessoa especial. E como me disse Mr. Bortolotto, ontem: "Se não encher o saco, não é mulher. Desconfie". Ha ha ha. Boa.
E ainda de ressaca, pela manhã, olhei pro céu e tinha esse puta halo estranho em volta do sol. Tive que sacar o celu, tirar os óculos escuros e fotografar. Depois que vi as fotos me lembrou um disco voador. E me fez lembrar que preciso muito de férias e voltar pra dar um rolê em São Thomé das Letras, dia desses.
E a tarde vai caindo e ainda tô atolado de trampo na redação. Mas nada que uma Original gelada, daqui a pouco, também faça valer a pena, morô?
E ainda tem Jerry Lee Lewis, lá no Credicard Hall. Fodaço!
"Sempre reclamando do presente, desânimo e sofrimento no rosto da gente, mas nunca penso o quanto o futuro está perto e nada disso que temos vai voltar"
Trecho de um poema que li, escrito ontem pelo meu filho lá no blog dele. Visionário o moleque. Sem querer, traduziu bem meu sentimento no presente dia.
É que hoje minha mãe faria 60 anos. A gente teve alguns problemas pela vida, mas quem não os tem, né? Só sei que hoje vou sentir falta de pegar o telefone e ligar pra ela, lá em Campos do Jordão, pra dar os parabéns. Era uma das poucas vezes em que a gente se falava, mais por uma merda de orgulho besta da minha parte. Mas sempre era bacana esse momento, pra mim e pra ela. E onde quer que ela esteja, seja em que dimensão por aí, que esteja bem. Parabéns, mãe. Saudade.
E recebi o convite dessa festa em comemoração ao aniversário de ninguém menos que Jasper Newton Daniel, o "Mr. Jack", lendário fundador do whisky Jack Daniel´s. O cara nasceu em setembro de 1850, mas o dia exato nunca foi revelado por conta de um incêndio no cartório da cidade de Lynchburg, no Tennessee, onde nasceu. Por isso o aniversário dele é comemorado durante todo o mês de setembro. Já teve uma parada dessa em sampa no ano passado e eu não pude ir. Agora, a festa vai rolar amanhã, em Campinas e eu também não vou colar.
Mas de boa. Já estou bebemorando ao velho "Jack" desde o dia 1º, com a garrafa que a assessoria de imprensa me mandou. E justificando o post de hoje, setembro é só mais um excelente motivo pra eu encher a cara.
E logo mais na noite desta quarta-feira - pra turma do prosecco - e a partir de amanhã, pro público em geral rola a abertura da exposição "Henri Cartier-Bresson: Fotógrafo" juntamente com o lançamento do livro homônimo do fotógrafo, fundador da Agência Magnum, que é uma puta referência pra quem curte, trampa ou já trampou e hoje brinca de fotografar que nem eu. Essa porra de Ano da França no Brasil até que rende uns eventos bacanas, como esse.
No térreo do Sesc Pinheiros serão mostradas 40 imagens voltadas pra street photography, as minhas preferidas, onde ele captou flagrantes de rua, onde o acaso, a poesia dos gestos cotidianos e a geometria vão mostrar essa visão meio surreal que rolava na época. No pavimento superior vão ser mostrados dois núcleos: "Conflitos", com fotos de coberturas fotográficas em eventos históricos, como o final da 2ª Guerra Mundial, época em que o cara ficou preso num campo de concentração até conseguir fugir e "Retratos", onde ele flagrava personalidades da época em momentos expontâneos, sem posar. Caras como Matisse, Barthes e Truman Capote.
A parada ainda vai contar com palestras sobre fotojornalismo, filmes, debates, oficinas de micro-contos pela internet, baseados em fotos do cara e ainda com uns rolês fotográficos pelo Centro Velho de Sampa, Avenida Paulista, etc.
Pra quem é amarradão em fotografia e até mesmo pra quem tem vontade conhecer um pouco das técnicas e da história do Bresson, a hora é essa. Só colar no Sesc Pinheiros. A mostra fica por lá até 20 de dezembro.
E eu já trampei na noite, fotografando. E senti na carcaça o quanto é rock´n´roll a vida do fotojornalista. E acabei achando num e-mail esse puta texto do Maurilo Clareto falando sobre essa pauleira toda:
"Você viu o brilho da dor nos olhos das pessoas.Você sofreu com elas. Você pisou nas cinzas, na brasa e respirou a fumaça do incêndio. Você sentiu o cheiro da morte e quase pisou na poça de sangue. Você tropeçou no cadáver e quase levou um tiro. Você estava no confronto. Você ouviu os gritos nas entranhas da rebelião. Você contou os mortos. Você levou porrada da polícia e foi ameaçado pelo traficante. Você esteve no coração do lar daquela família dilacerada pela violência. Você viu de perto a fome e o desemprego. Ninguém melhor que você sabe o significado físico da miséria, da exclusão social, da má distribuição de renda. Porque você esteve também em banquetes nababescos. Você desceu as ruas da favela e subiu nos elevadores da FIESP. Você sabe o que é Brasilândia, Jardim Ângela, SESC Itaquera e sabe o que é Leopoldo, Fasano e Credicard Hall. Você viu – muito bem – onde foi enfiado o dinheiro dos impostos. Você provou um pouco da vida de quem tem muito, muito mais do que necessitaria ter. Você comeu caviar. Você viu a luz na expressão do artista e desejou a boca, as pernas, os seios da modelo. Você se excitou. Se duvidar, você a amou. Você fitou o semblante do homem santo, você orou com a multidão. Você foi quase santo. Você quase beijou o umbigo da passista e sambou na avenida. Foi pagão entre pagãos. Você aprisionou a alma do Ianomâmi e ainda tem sua alma presa em uma aldeia. Você viveu a glória das vitórias e o desespero das derrotas. Você esteve sempre ali, na cara do gol. Você ensurdeceu com o ronco dos motores e aspirou o cheiro de combustível nos cock pits. Você chorou com toda aquela gente a morte do campeão. Você estava lá quando o povo foi para as ruas e derrubou o presidente. Você se misturou aos cara-pintadas. Na festa democrática das eleições você também estava lá. E se emocionou. Você se angustiou com a dor das diferenças, com a tragédia das fatalidades. Você sofreu. Você bebeu o riso das grandes euforias e pôs nos olhos os brilhos das apoteoses. Você viveu! Você viveu muito! Você vive intenso. Por isso você bebe. Você fuma, ri alto, protesta, provoca, faz festa. E é tachado de maluco, transviado, inconseqüente, alucinado, irresponsável, inconveniente. Também assim chamam os poetas. Por isso, não ligue para os humores daqueles que não te entendem e, sentados atrás da mesa, na frieza dos monitores e do ar condicionado, arautos do “dead line” aguardam, impacientes, sua foto. Entenda: eles só podem viver depois do fechamento…"
E como tinha deixado um comentário lá no blog do Bruno Bandido, com essa onda "Geração Beat" do Língua Pop, vai ser lançado em outubro o disco com a trilha sonora do documentário sobre Jack Kerouac, baseado no livro "Big Sur". O rei do country-alternativo Jay Farr se aliou ao Ben Gibbard, da banda indie Death Cab for Cutie pra gravar o álbum "One fast move or I´m gone: Kerouac´s Big Sur", pela gravadora F-Stop/Atlantic. E dizem que o resultado é um som bem cru, sem veadagem e direto na veia, bem ao estilo da literatura do velho mestre. Agora é esperar que alguma boa alma disponibilize na internet. No youtube tem um trailer do documentário e dá pra ter uma palha da bagaça. Só clicar aqui
Fiz essa foto enquanto esperava o busão, tempo atrás e lembrei dessa frase que um brother meu sempre dizia quando batia aquela nhaca mas ele encarava ir pra marquise do Ibirapuera andar de skate, independente do tempo. E hoje foi uma manhã de segunda cinza e chuvosa. Daquelas que dá uma preguiça do caralho sair de casa e enfrentar o trânsito pra chegar no trampo. Puta vontade ficar ouvindo um som ou lendo aquele livro que eu tô sempre querendo abrir mas os corres da vida vão adiando. Afinal, temos que garantir o vil metal de cada dia, né? E trampar é até legal quando voce faz o que gosta, como no meu caso. Foda é só o dia começar às 9 da madrugada. E nunca gostei de manhãs. Ainda mais as de segunda. Faça chuva ou sol, são de uma melancolia fodidas. Acho que o dia - o meu pelo menos - deveria começar às duas da tarde. Produzo bem mais depois desse horário e antes disso vou pegando que nem aquele Fiat 147 no inverno: no tranco. Deve ser porque não existia versão a àlcool, na época. E dizem que as manhãs foram criadas para aqueles que tem medo de dormir no escuro. Porra, uma caixa de fósforos pra cada um já resolveria o problema. O meu e o deles. Mas eu sobrevivo. E o fim de tarde sempre faz valer essas manhãs grisalhas e reumáticas. E eu até esqueço que vai ter outra dessas amanhã, quando me atracar com aquela boa senhora dose, daqui a pouco. E por hoje, é por ela que eu espero.
E ontem, limpando umas gavetas em casa, acabei achando uns catecismos do Carlos Zéfiro. Acho que é meio herança de um tio ainda vivo e me lembro que já existia a "Playboy", a "Status" a "Ele e Ela" e revistas do gênero, mas de putaria só mesmo as revistas importadas - geralmente suecas -, que se encontravam nas bancas mas custavam uma puta grana. E o jeito era comprar esses catecismos. Eram bem mais baratos e na época fizeram a alegria solitária de muito moleque aí, incluindo eu, com personagens clássicos como a "Alice" , da ilustração acima. E pela internet achei esse site dedicado ao Zéfiro, onde pra aumentar o acervo dele, você pode escanear os seus catecismos e enviar pra lá. Depois ele disponibiliza as edições on-line para os fãs dos traços do cara, pra quem ainda não viu e até mesmo pra quem quiser reviver aquela época brava e nostálgica dos "5 contra 1". Só clicar aqui
Porra, sexta-feira. Ainda com aquele resquício de ressaca pela noite chapada de ontem com meu parceiraço Geléia, que eu vou comentar depois. E um salve pro meu brother Alê, pela carona providencial hoje.
E começou bem bacana esta manhã. O Bruno Bandido e o Ricardo Ara, lá de Porto Alegre, publicaram ( aqui ) um texto que escrevi sobre a lei anti-fumo em São Paulo. Vale a pena conhecer esse projeto deles, como já havia dito, com textos e entrevistas com uma rapaziada que tem muito a dizer. Essa edição, em especial, está falando sobre a "Geração Beat", com dicas de livros de caras como Ricardo Carlaccio, Celso Borges, Maurício Arruda Mendonça e por aí vai, além de uma entrevista fodidaça com o Pablo Beato, um figuraça que os caras trombaram no Uruguai. E foi legal ver um texto meu no meio dessas feras.
Eu conheci os caras através do blog de um cara que admiro pra caralho, o Mário Bortolotto, que hoje lá no blog dele fez uma crítica legal pacas do projeto e dessa edição que os caras prepararam:
"E essa edição é um especial sobre a Geração Beat. Tem alguns caras bacanas recomendando livros: Mauricio Arruda Mendonça, Ricardo Carlaccio, Cláudio Willer, Celso Borges e Leo Felipe. E um texto sobre a fatídica lei anti-fumo. Fatídica pelo menos para a noite de São Paulo. Nós que andamos pela noite, já sacamos a brutal diferença. Entrem lá que é muito bacana e essa edição tá mesmo especial."
E tá do caralho mesmo. Vale a pena ir lá e conferir essa porrada toda. Só clicar aqui
E foi boa pacas a noite de quinta. Fui com o Geléia tomar uns chopes no Posto 6, lá na Vila Madalena. E foi legal ver que aquele quarteirão composto por quatro bares ainda pulsa, mesmo com a maioria das pessoas com seus cigarros e copos do lado de fora, na calçada. Conheci um pessoal bacana e como toda noite tem que ter pelo menos uma estrela avulsa no céu, vale a pena citar a Gigi. Aquela mina que bebe, fala sobre qualquer coisa e além de tudo bonita pra caralho. Mas nem tô querendo furar seu "zóio" não, Geléia. Ha ha ha.
Depois fomos lá pra Coletivo Galeria, ver a jam acústica da banda do Marião, a "Saco de Ratos" onde conhecemos até o Luiz Felipe "Ogro", que aparece clicando o show aí na foto que o Geléia fez, um cara que fotografa pra caralho, gente boníssima e que eu sempre passava no blog dele - o "Boteco Fotográfico" - pra conferir os trampos e não tinha tido a oportunidade de trocar idéia. Dá sempre uma puta vibe encerrar a noite ouvindo um rock, um blues e tomando umas lá no bar do Trovão, que tem sempre bebida boa. Enchemos a cara de Quilmes (salve Dom Dieguito) e de "Montanhesa", legítima cachacinha mineira. Daquelas que é impossível tomar uma dose só. Soco na cara!
E ainda trouxe três troféus bacanas pra casa: dois puta livros com a história do cineasta de descendência anarquista, Jean Vigo e a cópia de "Crossroads" que eu tava a finzaço de rever. Valeu, brother! Que venham as próximas.
Porra, terça-feira entre umas doses de whisky, umas tragadas no cigarro e uns amassos da musa, finalmente consegui escrever um texto sobre a palhaçada dessa lei anti-fumo que tá rolando em sampa. Tinha sido um pedido de dois caras que escrevem bem pacas, o Bruno Bandido e o Ricardo Ara, lá de Porto Alegre e que editam a revista eletrônica Língua POP. Eu até já recomendei os caras por aqui, o projeto é show e as entrevistas que eles correm atrás pro Língua ser um lugar bacana pra se ler, deve dar um puta trampo. Mas os caras conseguem. E fiquei feliz pra caralho que eles curtiram o texto e vão publicar por lá, na próxima edição que tá quase saindo do forno.
E ontem a noite tocou meu celular e era o meu parceiraço Geléia. Tava tomando umas lá na Vila Madalena, viu o meu busão passando e pensou que eu podia estar dentro pra me resgatar e molharmos a goela por lá. Ontem não rolou, mas como nossa pendência etílica já tava gritando no follow up, hoje a gente vai cair lá na Coletivo Galeria, em Pinheiros, pra curtir a jam acústica da banda do Marião Bortolotto, a "Saco de Ratos".Trovão, prepara a garrafa de "Boazinha" que a gente tá chegando pra curtir aquele blues e matar a sede. Que tá grande, hein? E esse vídeo é pra ir dando uma palha da noite desta quinta-feira que com certeza vai ser do caralho. In Engov we trust, men.
E hoje pra quem tiver de boa em casa, por conta de algum fator extra-noite, a TV Cultura transmite o programa "Letra Livre" com o puta escritor Reinaldo Moraes, autor do calhamaço que tô dichavando e recomendo: "Pornopopéia". Vale ver o cara falando de literatura com a mesma desenvoltura que tivesse na mesa do boteco. Quem não conhece o Reinaldão, hoje é o dia. O programa começa às 23h10.
Hoje tem seleça mas eu vou torcer é pro mago Valdívia!
E o Dunga que até agora não tinha convocado os caras - e aposto que nem vai utilizá-los no jogo de hoje - vem agora querendo tirar o Diego Souza e o Cleiton Xavier do verdão na reta final do Brasileiro pra esses joguinhos que não valem mais porra nenhuma, a não ser encher o cú da CBF de grana, já que nós, brazucas, estamos com o passaporte carimbado pra Copa. Se liga, aí . E que o Brasil até ganhe do Chile, mas com a presença do mago alvi-verde Valdívia em campo pra dar um pouco de emoção. Vê se põe o cara pra sair jogando, Bielsa.
E antes que eu me esqueça: CHUPA ARGENTINA! Você não merece Dom Dieguito.
"Eu quero a sorte de um amor tranqüilo Com sabor de fruta mordida Nós na batida, no embalo da rede Matando a sede na saliva"
E logo eu que duvidava do Cazuza.
31 anos, hoje. Eu lembro de você ninfeta, aos 16, 17. Foi nessa época que eu te roubei o primeiro beijo. O destino até rabiscou um intervalo pra nós, mas veio aquela véspera de Natal em 2005, aquele olhar fulminante, com efeito de um soco no queixo, cheio de lembranças e quis esse mesmo destino que a ninfeta acabasse ficando balzaca do meu lado. (rs)
E não é que hoje até a lua cheia veio tomar uma com a gente?
Tá amanhecendo e daqui dá pra ver você dormindo tranquila, depois da nossa "festa". Daria uma foto linda, mas essa prefiro guardar aqui nas minhas retinas, enquanto escrevo esse post.
Aliás, ela que faz aniversário, mas o presente maior quem ganha sou eu, por ter essa parceiraça do meu lado. Pro blues, pro whisky, pras arquibas do Palestra, pras horas de dar soco na parede e do abraço. Sempre providencial. E pelo respeito fodido que tem por mim quando saca que preciso ficar só. Tem hora que todo mundo precisa, né? Eu sempre digo que o sorriso mais bonito do mundo é o daquela mina que tá com você. Sempre. E tem fotografias que por mais claras que sejam, não traduzem o quão importante um ser de carne, osso, qualidades e defeitos pode ser pra outro. Nessas horas eu passo a entender ainda mais a pichação que fotografei dia desses: "o amor é importante porra". Legal quando a gente dá a cara a tapa pra noite, numa mesa na calçada, cerveja gelada, gente em volta. Mas também é gostoso pacas chegar em casa e ter o seu próprio bar, só com aquela companhia que você sempre quis estar, quando naqueles finais de tarde solitários num balcão qualquer. E ela tá sempre lá. E tem sempre um assunto novo, um som, um filme antigo, uma dose a mais, umas alquimias loucas na cozinha que a gente come lambendo os beiços e até aquele beliscão por ter dito que a atriz que apareceu na novela das oito é muito gostosa. A gente costuma ser insatisfeito por natureza, sempre querendo mais. Eu até quero, mas tudo que tenho no momento me basta. Um filho, poucos mas fiéis amigos, idéia pra trocar, livros bacanas, um copo sempre cheio e o tal sorriso da foto aí em cima.
É, Cazuza. No fundo eu sou ou não sou um sortudo filho da puta?
Meu relógio continua no melhor estilo Usain Bolt...
Tenho pensado muito nesse lance de tempo, ultimamente. E como a falta dele nos afasta de coisas e pessoas que a gente gosta. Nessa última semana não tenho tido tempo de escrever. Não profissionalmente, no trampo eu passo o dia todo escrevendo, mas é diferente daqui. Aqui eu posso falar sobre o que vier na cabeça, transcrever meus guardanapos de boteco - aqueles mais antigos que ficaram jogados dentro da pasta, dividir coisas que eu curto e tal. Mas nem responder os comentários do blog ando conseguindo. Respondo alguns e-mails mais urgentes, outros tenho deixado pra tal hora mais tranquila que nunca chega. Tá foda. O joelho dói, o dente amarela, a carta não chega, a bateria do MP3 vai embora, o cigarro queima e a garrafa esvazia. Tudo numa velocidade fodida. Parado, só o trânsito. Ontem, voltando pra casa, saquei o celu e fiz essa foto da lua, eram mais ou menos umas nove da noite e percebi que ando sentindo falta de vê-la chegar, dando um jab ou um cruzado no sol. De preferência na mesa de um boteco qualquer, sozinho, rodeado de amigos ou com a musa, sei lá, mas tenho sentido falta desses momentos bacanas que o crepúsculo sempre me proporcionou. E essa olhada pro céu fez eu me ligar que tô trabalhando mais do que devo e pra não me esquecer que a vida é curta e a noite é bela, porra.
E já que o assunto é tempo, recebi ontem por e-mail essa foto pré-histórica com meu filho, num rolê que fizemos pela casa do meu irmão uns seis ou sete anos atrás. Caralho, um dia eu fui magro e meu filho teve 10 anos. Hoje tô com uma porrada de fio branco na cabeça e o moleque um cabeludão que manda bem na guitarra. Tá com 16, hoje. E eu preciso encontrar mais tempo pra ele também. Olha aí, a porra do tempo de novo...
Tô numa correria fodida e, mais tarde, com uma bebidinha, um blues e um cigarro eu volto pra falar umas coisas que tô a fim nesse post. Mas por falar em bebida e cigarro e porque hoje é sexta, postei essa foto que fiz num boteco qualquer por aí, tempo atrás. Acendi muito Marlboro nessa chama. E hoje, serve pra que essa porra dessa vela na mesa? Se for pra clarear as ideias, eu prefiro uns chopes, um bom e velho"Jack" ou umas doses de "Boazinha"...
Por hora, salute!
Continuando, antes que o sábado dê uma voadora na sexta...
E queria falar também do projeto Rolê Art, do qual fazem parte meus brothers Ronaldo Franco, João Sal e Marcos Cimardi, que fotografam pra caralho. Por falta de tempo, ainda não consegui colar com eles, mas dia desses acontece. A parada é assim: os caras se reúnem em algum canto da cidade, tendo um boteco local como ponto de partida e daí saem clicando, com um olhar fodido, cenas noturnas que nem todo mundo consegue ver nos corres da vida. A foto aí em cima é de um rolê que os caras fizeram na Augusta, parque de diversões da boemia paulistana. Vale ver esse e outros rolês que os caras fizeram. Só clicar aqui
E tem uns lances legais que vi por aí hoje. O primeiro é esse vídeo de um cara que eu admiro pra caralho, o Mário Bortolotto. Recitando "A mim me gustan las muchachas putanas". Foda!!!
A outra, foi esse puta poema do Bruno Bandido, lá de Porto Alegre. Nem deu tempo de comentar lá no blog dele, mas fica valendo por aqui. Porrada as letras do cara:
"pronto garota a vida te testou de mal jeito te acertou um soco na cara um pontapé na boca do estomago te tirou o conforto pela metade caguetou o teu rosto insano e tu segue dançando porque quando se lê um livro pela segunda vez tudo pode mudar menos a última frase"
Colei um trecho final aqui e quem tiver a fim de ler o poema todo, é só ir no blog dele, aqui
E por último essa frase do Reinaldo Moraes, autor do calhamaço "Pornopopéia" que eu tô dichavando. Excelente pra fechar a sexta-feira e qualquer dia mais ou menos sóbrio da semana:
“O amigo de todo o dia é a namorada que mija na rua junto com a gente”
Eu fotografei essas duas cenas hoje pela manhã, pra musa.
As manhãs tem sido das melhores. Também pelo fato das noites boas que ela sempre divide comigo.
Até a lua gozar. Até o sol cuspir na nossa cara. Até a última gota da garrafa juntar pés e bocas.
Às vezes a gente até dorme. E sempre encontra um parágrafo a mais.
Eu gosto. Ela também.
Fechou.
E essa Fuca aí embaixo é do meu brother palestrino Oswaldo Bernardes, lá do Paraná.
E hoje vamos trocar o whisky e a cerveja pelo "spumanti"
Pra comemorar os 95 anos do nostro verdão!
E recebi um e-mail agora, dizendo que o FLIP, um puta grafiteiro que conheci numa pauta fotográfica, um tempo atrás, aterrisa em Sampa City direto de Londres, depois de deixar seus traços em uma rua no centro de Brighton. Ele vai fazer umas intervenções em painéis espalhados pela Chácara do Jockey, neste sábado, durante o GAS - Guaraná Antarctica Street Festival. Fico feliz pra caralho de ver o cara na ativa. E dá pra ver uns trampos dele aqui
Esperarando passar os 154 km de congestionamento lá fora...
Dia desses. A ruiva sentou bem na minha frente. Aliás, éramos vencedores em conseguir achar bancos disponíveis às 10h da madrugada. Primeiro o que me chamou a atenção foi o perfume. Não sou muito ligado em cheiros, pra mim a maioria das mulheres cheiram bem - até mesmo quando a natureza vem mesclada com álcool e fumaça - e depois foi o momento em que ela sacou um livro da bolsa. Eu tinha quase certeza que era algum título do Dan Brown (campeão absoluto nos busões paulistanos) ou algo da Stephenie Meyer, que logo mais vai bater o Brown nas catracas. Fiquei ligadão na maneira como ela "devorava" o livro. A gente meio que saca quando alguém está "devorando" um livro. Quando chegamos num certo ponto do itinerário ela se mexeu, colocou a bolsa no ombro e levantou, marcando as páginas do livro com os dedos e com a capa virada pra mim. Então eu pude ver o título: "Os Subterrâneos", do Kerouac. Ela tocou o sinal pra descer e se mandou pelo corredor. Claro que meu pescoço foi junto. Instinto. Uma bela bunda, ainda por cima. Porra, as ruivas sempre tem o dom de me surpreender. E eu nem sei o nome dela. Artigo raro, essa moça.
E hoje o Leminski faria 65 anos.
Tem um poema dele que eu gosto pacas, aí embaixo:
"já me matei faz muito tempo me matei quando o tempo era escasso e o que havia entre o tempo e o espaço era o de sempre nunca mesmo o sempre passo
morrer faz bem à vista e ao baço melhora o ritmo do pulso e clareia a alma
morrer de vez em quando é a única coisa que me acalma"
E pra fechar a segunda, ainda chuvosa pacas, mando um salve e uma sonzeira vinda lá do Delta do Mississipi pro meu brother Geléia ( in Engov we trust) e pra Carolina, que concorda comigo que o blues é o irmão bastardo da nicotina. Vicia pra caralho!
Tava com a musa ouvindo um som e baixando umas músicas pro MP3, quando na sequência aleatória do Media Player começou a rolar uma seleção fodástica do velho bluesmen, Robert Johnson.
Bob Johnson nasceu em 1911 no condado do Mississipi e morreu envenenado, com 27 anos, em Greenwood, no Missouri. Teve uma vida que faria frente até ao bukowskiano Henry Chinaski, com uma trajetória de porres homéricos, grandes fodas, brigas e até noites na cadeia. Uns dizem que a morte foi causada por parte de algum marido traído, jogando algo em sua bebida. Outros que foi obra de alguma amante desprezada por ele. E diz a lenda, ainda, que o cara fez um pacto com Mifistóteles numa encruzilhada poeirenta do "old south", vendendo sua alma em troca de ser o maior guitarrista da sua geração. E parece que o tal pacto se cumpriu mesmo, embora em vida, não tenha tido o reconhecimento comercial que merecia. Saca só:
"Crossroads" , com direção de Walter Hill, o mesmo diretor do cult oitentista "Warriors - Os Selvagens da Noite" e com o Ralph Macchio,conta um pouco dessa história. Pra quem não viu o filme, vale ver no youtube a cena clássica da "batalha de guitarras" entre o eterno karatê kid e o Steve Vai.